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INFERTILIDADE MASCULINA

Varicocele

Quando as veias de dentro da bolsa escrotal dilatam originam uma patologia conhecida por varicocele, podendo levar também a um inchaço do testículo. A varicocele pode ser comparada a uma veia varicosa na perna e pode ser causa de baixa produção de espermatozoides. Além disso a qualidade dos espermatozoides pode ficar comprometida, causando, eventualmente, a infertilidade.

Esta doença também pode fazer com que os testículos não se desenvolvam adequadamente ou até mesmo que diminuam de tamanho. Embora seja uma condição que pode se agravar com o tempo, ela é de fácil diagnóstico e muitas vezes sequer necessitam de tratamento. Caso os sintomas se tornem incômodos, como dor, inchaço e a infertilidade, a intervenção cirúrgica pode ser uma opção.

No entanto, havendo qualquer sintoma como dor ou inchaço no escroto, presença de massa escrotal, testículos com tamanhos diferentes, histórico pregresso de varicocele ou problemas como a infertilidade o paciente deve procurar ajuda especializada com um urologista.

Por não causar sintomas, muitas varicoceles somente são diagnosticadas em avaliação da infertilidade ou em exame físico de rotina.

A causa desta patologia não está bem esclarecida, mas especialistas acreditam que a varicocele se forma quando válvulas dentro das veias impedem o fluxo sanguíneo adequado, resultando na dilatação dessas veias. É uma condição que pode causar danos ao testículo e comprometer a fertilidade do homem.

Varicoceles podem causar atrofia do testículo afetado e consequente infertilidade pois podem causar aumento da temperatura da parte interna do testículo ou ao redor dele, comprometendo a produção, motilidade e função dos espermatozoides. Além disso pode interferir na produção de testosterona, causando, além da infertilidade, muitos outros problemas, como impotência, diminuição do desejo sexual, depressão, fadiga, insônia, dificuldade de concentração, diminuição da tolerância ao exercício, etc.

 

Azoospermia

A azoospermia é a ausência de espermatozoides no sêmen. Consequentemente, está associada à infertilidade, embora exista tratamento médico. Cerca de 1% da população masculina apresenta azoospermia, que também pode ser observada em até 20% das condições de infertilidade masculina.

Existem dois tipos de azoospermia: 1- a azoospermia obstrutiva onde ocorre a obstrução do trato reprodutivo e 2- a azoospermia não obstrutiva onde ocorre a alteração na produção de espermatozoides.

O tipo de azoospermia (obstrutiva ou não obstrutiva) pode ser estudado pela história e exame físico do paciente, assim como pela análise dos hormônios (FSH, testosterona, prolactina, TSH) entre outros exames como testes genéticos e exames de imagem. No entanto, o diagnóstico exato sobre o tipo de azoospermia é por meio da biópsia testicular, mas nem sempre e necessária sua realização.

A azoospermia obstrutiva pode ser congênita (ausência congênita do ducto deferente, obstrução epididimária idiopática) ou adquirida (por infecções, vasectomia ou outras lesões iatrogênicas no trato reprodutivo masculino). Nestes casos, uma avaliação genética com análise de micro deleção do cromossomo Y e teste de cariótipo é necessária para fornecer informações prognósticas. Já a azoospermia não obstrutiva pode ser diagnosticada pela baixa produção espermática e um tratamento pode ser iniciado.

Uma vez que os espermatozoides são produzidos e encontrados no sêmen, as chances de gravidez aumentam com o auxílio de reprodução assistida, principalmente a fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides.

 

DST - Infecção e Inflamação Masculina

A fertilidade no homem está diretamente ligada à produção de espermatozoides, processo conhecido por espermatogênese. É um processo bastante complexo e que envolve a sincronização de vários fatores. O desequilíbrio desses fatores ou um distúrbio na sincronia do processo pode ser prejudicial para a produção de espermatozoides. A inflamação, resultante do processo de infecção, também pode induzir o estresse oxidativo, fator bastante conhecido por prejudicar a função espermática.

Inflamação é um processo natural do organismo que ocorre em resposta a lesões e danos nos tecidos, causadas por infecções ou traumas. A inflamação conta com a migração de células de defesa (leucócitos) do sangue e componentes plasmáticos para os locais da infecção. Devido a alterações fisiológicas causadas pelos agentes infecciosos, ocorre um distúrbio no suprimento sanguíneo e uma migração acentuada de leucócitos para a área afetada, assim como o aumento da permeabilidade capilar, permitindo a entrada de moléculas séricas para o tecido. Uma vez diagnosticada a infecção, devem ser tomadas intervenções imediatas para reduzir as consequências da inflamação no homem, não só para tentar evitar um provável distúrbio na vida reprodutiva masculina, mas também para aumentar as chances de sucesso da reprodução assistida.

A maioria das infecções do trato genital masculino ocorre por transmissão sexual.  Diversas doenças transmitidas sexualmente acometem órgãos genitais masculinos e podem prejudicar a vida reprodutiva do homem. Dentre essas patologias que podem afetar a vida reprodutiva masculina estão:

  • Clamídia (causada pela bactéria Chlamydia trachomatis),
  • Gonorreia (causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae),
  • Tricomoníase (causada pelo parasita Trichomonas vaginalis),
  • HPV (sigla em inglês para "Papiloma Vírus Humano". Já foram identificados mais de 200 tipos de HPV) ’

 

  • HIV (sigla em inglês para “Vírus da Imunodeficiência Humana, que é talvez a doença sexualmente transmissível mais temida),
  • Hepatite B e C (causadas pelos vírus HBV e HCV, sigla em inglês para “Vírus da Hepatite B”e “Vírus da Hepatite C).
  • Sífilis (causada pela bactéria Treponema pallidum).

Vale também lembrar que essas doenças e infecções também acometem mulheres e, portanto, pode existir transmissão tanto do homem para a mulher e vice-versa. Para ambos, tais doenças podem levar a distúrbios na vida reprodutiva.

 

Fragmentação de DNA Espermático

Estudos recentes têm relacionado a integridade do DNA nuclear do espermatozoide, sugerindo que seria um preditivo da fertilidade masculina. Outros estudos mostram também que os homens com infertilidade apresentam mais danos no DNA quando comparados com o DNA nuclear de homens férteis. Consequentemente, é uma condição que apresenta efeito negativo na capacidade masculina de reprodução. A análise do DNA nuclear é bastante importante porque complementa o espermograma já que muitos desses exames apresentam-se normais, mas a infertilidade continua presente e assintomática.

É de conhecimento também que tanto um espermatozoide quanto um DNA nuclear saudáveis são de grande importância e essencial para o sucesso da fertilização e consequente gestação. O DNA do espermatozoide paterno se pareia com o DNA do óvulo materno, após a fecundação, para formação do DNA embrionário e consequente formação do embrião. Caso o DNA apresente uma falha ou qualquer tipo de dano o desenvolvimento do embrião e consequente a gestação ficam comprometidos.

Muitas podem ser as causas desse problema, desde estresse, mutações genéticas e anormalidade cromossômicas até o uso de tabaco (cigarro), irradiação, quimioterapia, infecções, varicocele e câncer. Todos esses fatores podem desequilibrar os diferentes e delicados eventos bioquímicos que ocorrem durante a formação dos espermatozoides, levando a formação de um DNA incompatível com a fertilidade.

Já estão disponíveis tratamentos, como o uso de antioxidantes, vitamina C e E, para minimizar e beneficiar pacientes portadores dessa condição.

Pacientes portadores dessa condição podem ser submetidos a biópsia testicular para seleção de espermatozoides saudáveis para serem utilizados em um sistema de reprodução assistida como a fertilização in vitro.

 

Imunologia da Reprodução: células Natural Killers (NK)

Natural Killers são células de defesa do organismo, presentes na circulação sanguínea e produzidas principalmente pela matriz óssea e baço. Essas células, juntamente com outras células de defesa, constituem os leucócitos: conjunto de células brancas de defesa do organismo.

As células NK podem ser encontradas no útero grávido e não grávido em grande quantidade. Estudos têm levantado a hipótese de que o desequilíbrio funcional e quantitativo poderia ser uma das causas de infertilidade.

Se por um lado as células NK fazem parte do sistema de um sistema de defesa normalmente utilizado pelo organismo para responder às infecções, a implantação do embrião no endométrio não é uma situação normal e, consequentemente essas células podem produzir uma resposta a este “corpo estranho” que está invadindo o ambiente uterino. Sabe-se que o embrião é geneticamente diferente da mãe, por conter parte do DNA paterno e parte do DNA materno. Dessa forma ele é visto como estranho ao organismo da mãe que, de certa forma, equivale a uma infecção. Além disso, ao penetrar no útero ele estabelece relações materno-fetais para garantir seu desenvolvimento, crescimento e nutrição. Diante desse cenário, o sistema imune da mãe é acionado e, consequentemente, células NK são recrutadas para o ambiente uterino. Consequentemente, um desequilíbrio das condições imunológicas ideais então ocorre, comprometendo a gestação e a provavelmente a saúde reprodutiva da mulher.

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